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Lucro Presumido para advocacia é o ideal? Entenda

A escolha do regime tributário impacta a realidade financeira de qualquer escritório de advocacia. Por isso, entender se o Lucro Presumido para advocacia é o ideal faz toda a diferença na hora de garantir economia, segurança jurídica e organização contábil. Embora essa opção seja bastante comum, ela não é para qualquer um, exigindo avaliação estratégica e técnica.

Em um mercado competitivo e aquecido como o jurídico, é indispensável tomar decisões inteligentes sobre impostos, que impactam diretamente no fluxo de caixa e na lucratividade do negócio. Então, continue lendo para saber mais sobre o Lucro Presumido e como ele se encaixa na rotina da advocacia.

Como o Lucro Presumido é tributado na advocacia?

O Lucro Presumido é um regime tributário destinado a empresas com faturamento anual de até R$78 milhões. Ele recebe esse nome porque baseia a tributação em um percentual fixo (presumido) de lucro sobre a receita bruta da empresa. Ou seja, considera que uma parte fixa do faturamento corresponde ao lucro, independentemente da realidade financeira da operação.

No caso das sociedades de advocacia, a legislação determina que 32% da receita bruta seja considerada como lucro para fins de cálculo de IRPJ e da CSLL. Isso significa que, mesmo que o lucro real do escritório seja maior ou menor do que esse percentual, os tributos incidirão sobre o valor presumido.

Quais são os impostos do Lucro Presumido?

  • IRPJ (Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas): 15% sobre 32% da receita bruta;
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): 9% sobre 32% da receita bruta;
  • PIS (Programa de Integração Social): 0,65% sobre o faturamento total;
  • Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social): 3% sobre o faturamento total;
  • ISS (Imposto Sobre Serviços): varia de 2% a 5% conforme a legislação de cada município.

Obrigações acessórias

  • DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais): informa os tributos federais apurados e pagos mensalmente, como por exemplo IRPJ, CSLL, PIS e Cofins;
  • ECF (Escrituração Contábil Fiscal): substitui a antiga DIPJ e deve ser entregue anualmente, com informações detalhadas sobre a contabilidade e apuração de tributos;
  • EFD-Contribuições: declaração mensal obrigatória a fim de informar as contribuições do PIS e Cofins de forma digital ao SPED;
  • SPED Contábil (ECD): exigido de algumas empresas, traz os livros contábeis digitalizados, como o Diário e o Razão, assinados eletronicamente;
  • Emissão de notas fiscais e escrituração de livros fiscais: mesmo sendo um regime presumido, é necessário manter a escrituração regular das receitas e prestar contas sobre as atividades prestadas;

Em quais casos o Lucro Presumido é vantajoso?

O Lucro Presumido costuma ser vantajoso para escritórios de advocacia que mantêm uma receita estável e possuem poucos custos operacionais. Quando a margem real de lucro é superior ao percentual presumido, esse regime pode representar economia tributária.

Também indica-se o Lucro Presumido para sociedades que não fazem uso de incentivos fiscais específicos, pois esses benefícios são, geralmente, mais acessíveis no Lucro Real. Além disso, escritórios com uma operação bem estruturada e com receitas previsíveis podem se beneficiar da previsibilidade de pagamento, o que facilita a gestão do fluxo de caixa.

Vantagens do Lucro Presumido para advogados e escritórios

Uma das principais vantagens do Lucro Presumido é a facilidade no cálculo dos tributos. A base de cálculo definida por lei permite que o escritório saiba exatamente quais alíquotas serão aplicadas sobre sua receita, o que proporciona maior controle e planejamento financeiro. Isso reduz a possibilidade de erros ou imprevistos na apuração de impostos.

Como os tributos são recolhidos trimestralmente e seguem uma metodologia fixa, o escritório pode organizar seu fluxo de caixa com mais tranquilidade, reservando os valores devidos com antecedência. Isso favorece o equilíbrio financeiro e possibilita que o gestor tome decisões mais estratégicas e informadas sobre investimentos e expansão.

Riscos no Lucro Presumido

Apesar dos benefícios, o Lucro Presumido traz riscos a considerar. O principal deles é a rigidez da base tributável: mesmo que a empresa não atinja os 32% de lucro, continuará pagando impostos como se tivesse atingido esse percentual. Então, isso pode ser muito oneroso em períodos de menor desempenho ou em estruturas com altos custos fixos.

Outro ponto importante é a ausência de compensação de prejuízos fiscais. No Lucro Real, é possível abater prejuízos acumulados ao longo do tempo, o que reduz o impacto tributário em momentos de crise. Já no Lucro Presumido, essa flexibilidade não existe, o que pode limitar a recuperação financeira da empresa em anos desafiadores.

Diferença entre Lucro Presumido e Simples Nacional para advogados

Ao comparar o Lucro Presumido com o Simples Nacional, a principal diferença está na estrutura de apuração dos tributos. No Simples, os impostos se unificam em uma única guia, com alíquota variável de acordo com a faixa de faturamento e a atividade da empresa. Já no Lucro Presumido, os tributos são apurados separadamente, exigindo uma estrutura contábil mais robusta.

Para sociedades de advocacia menores, com faturamento limitado e estrutura operacional reduzida, o Simples pode parecer mais prático. No entanto, essa vantagem diminui à medida que o faturamento aumenta ou quando a margem de lucro real é superior ao percentual presumido. Por isso, muitos escritórios que estão em crescimento ou que já possuem uma carteira de clientes consolidada optam pelo Lucro Presumido como alternativa mais estratégica.

Qual o melhor regime tributário para advogados?

A resposta para essa pergunta depende de diversos fatores. Não existe uma resposta única, pois o melhor regime tributário para advogados varia conforme o porte do escritório, sua estrutura de custos, margem de lucro, localidade, número de sócios, perspectiva de crescimento e modelo de operação.

Por isso, é fundamental buscar um planejamento tributário com suporte profissional. Essa análise considera todos os cenários possíveis e permite identificar qual modelo gera maior economia e menor risco fiscal, sem comprometer a conformidade com a legislação.

Além disso, é preciso rever periodicamente a escolha do regime ideal, uma vez que alterações no faturamento, na legislação ou na estratégia do negócio podem impactar diretamente a adequação do regime atual.

Conte com a Networks para escolher o regime ideal para seu escritório

Um enquadramento no regime tributário equivocado pode gerar custos desnecessários e comprometer a saúde financeira do negócio. Por isso, a Networks oferece soluções contábeis e fiscais personalizadas para advogados e sociedades de advocacia. 

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